quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Natal de verdade

"Agora você vai poder ver o que é um natal de verdade".
Ah é? Como assim?
Estávamos num lugar cheio de neve e pinheiros, frio, luzes e comidinhas quentes.
Cercados de novos amigos, mas longe de muita gente amada.
E eu não conseguia encontrar, ver, saber, sentir o que era esse "natal de verdade".
Natal chegando e....nada... vazio.... totalmente branco e vazio.


Não é o cenário faz o natal ser de verdade ou de mentira!
Somos nós!
Sentir o carinho e o acolhimento de quem pouco nos conhecia e mesmo assim nos recebeu para compartilhar momentos familiares de gentileza, alegria e amor, isso sim aqueceu meu coração e me lembrou o que é o natal! 
Profunda gratidão aos amigos que ficaram...





Um ano mais tarde, temos certeza que é "muito melhor estar aqui".
Aqui, no verão, com noites quentes e claras, sem pinheiros e sem neve, sem bebida quente e sem papai noel. 
Mas muito muito perto de quem amamos, numa paisagem colorida e generosa. 
Estamos em casa.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

to be or not to be..... vegan!




Não gosto de dizer "sou vegana".
Primeiro, porque isso não diz o que eu como, diz apenas o que eu NÃO como.
Depois, porque corre-se o risco de ser vista como representante de um movimento.
Longe disso, muito longe disso quero ficar.
Escolhi parar de consumir produtos animais simplesmente porque era isso que meu corpo pedia e porque fazer um esforço para manter hábitos pouco saudáveis (para mim e para os outros) não faz nenhum sentido.
Não fiz movimento algum para tirar nada da minha rotina alimentar, pelo contrário, fiz um movimento de incluir alimentos saudáveis, apetitosos e bem apresentados, aí então, não sobrou espaço para os outros.
Não passo vontade de coisa alguma que eu comia antes, nem de queijos, nem de brigadeiro, nem de sorvete. Acho que já tinha comido guloseimas suficientes para essa vida e agora, nada disso é registrado como "comida" pelos meus sentidos.
O que me dá muita vontade mesmo é experimentar todas as combinações e sabores possíveis, conhecer ingredientes, me surpreender.
A minha escolha é por uma alimentação saudável, natural, sustentável e muito saborosa.


sábado, 22 de novembro de 2014

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

morte e vida

Hoje, eu ouvi "não, eu já não não quero aprender mais nada".
Para mim, soa como sentença de morte, desistência de viver.
Como deixar de aprender quando se está vivendo?
A Vida flui...
Depois, a morte veio me lembrar que essa vida é circunstancial, começa e termina num piscar de olhos.
Mesmo assim, isso me surpreende, me sacode.
Lembro que a Morte não existe, assim como o Tempo, que servem apenas a esse tipo de consciência.
Mas toda vez que me deparo com a morte, ainda me pergunto qual é o sentido da vida.
Para que fazer coisas? Qual o sentido de estar aqui? O que faz isso tudo valer a pena?
E hoje eu entendi que sempre fiz a pergunta ao contrário.
Não é a vida que precisa de sentido, Ela É o sentido das coisas!
As coisas e as ações ganham sentido porque são expressão de Vida.
Porque, através de mim, a Vida se expressa!
E são expressões únicas!
O que faz tudo valer a pena é a expressão Única que acontece porque eu existo agora, porque ele existe no mesmo instante, porque ela existe, porque nós e porque cada um existe e está aqui agora.




quinta-feira, 27 de março de 2014

The Best Cuisine


Para nós (veja bem, experiências são coisas muito pessoais e irrepetíveis), morar em Brockport (USA) no último ano foi uma aventura culinária.
Quem conhece esse lugar vai certamente achar um contrasenso. Brockport é uma pequenina vila no estado de NY, já muito próxima do lago Ontario, ou seja, próxima do Canadá, onde o clima é simplesmente.... sem palavras... (hoje, com 1 semana de primavera, amanheceu -8ºC)
Confesso...  5 meses de inverno é too much pra mim. 
Combinar o clima com nossa decisão de não ter carro e a pequenez da vila resultou em tempo demais dentro de casa e muita internet.
Nossa receita:
Primeiro, ignoramos tudo o que é típico da cozinha americana (enlatados, congelados, "pizza", hamburguer e por aí vai) e nos dispusemos a experimentar vegetais que não conhecíamos (como parsnip e alcachofra).
Segundo, cortamos a cebola e o alho das preparações e, com isso, nos afastamos do modo brasileiro de cozinhar (onde TUDO começa com alho e cebola refogados).
Terceiro, nos aventuramos pelas técnicas e pelos ingredientes da cozinha indiana (frutas, castanhas, lentilhas e temperos... muitos temperos!). Nosso livro de referência: The Lord Krishna Cuisine: The Art of Indian Vegetarian Cooking (Yamuna Devi).
Quarto, empolgados com a alimentação crudívora, experimentamos germinar sementes e incluímos pelo menos metade de alimentos crus em cada refeição.
E por último, encontramos um site divino, Papacapim!
Quem escreve é uma brasileira "internacional" com coração imenso e um talento incrível!
Faz menos de que semana que conheci o site e já perdi a conta de quantas receitas usamos.
Waffles usando receita de omelete vegano 
polenta de milho fresco com molho de berinjela
crackers de aveia e linhaça 
bolo de melado com especiarias

Para mim, Papacapim é a melhor cozinha e o melhor da cozinha é inventar e experimentar.



domingo, 23 de fevereiro de 2014

Meu Brasil brasileiro

Ouvir Carnival (Dvorak) exatamente uma semana antes do carnaval no Brasil foi muito interessante.
Claro que não foi a música que me fez pensar e lembrar do feriado brasileiro, apenas o nome dela.
Não vou dizer que carnaval é a primeira coisa que as pessoas dizem depois que nos apresentamos como brasileiros porque estamos muito próximos da World Cup e das Olimpíadas (de verão). Posso dizer, então, que é a terceira coisa.
E eu sempre tenho que dizer (porque é a verdade) que não vejo os desfiles, que não costumo ir aos bailes, que não ouço "música de carnaval".
Eu praticamente não "sirvo" como brasileira porque não como (nem sei fazer) feijoada, não vou a (e desaconselho fortemente) churrascarias (que são a 4ª coisa que as pessoas dizem), não sei sambar nem realmente me empolgo com o carnaval.
Sou um desapontamento para o que os americanos (que conhecemos) imaginam ser uma "brasileira".
Eu mesma me via assim quando cheguei por aqui. Para a pergunta "what you miss?" a resposta "nothing" era certeira.
Mas, por mais irônico que possa ser, estar longe do Brasil por 1 ano me ensinou o que é ser brasileira para mim.
Primeiro sintoma: estar em um workshop de drum e dança cubana e querer desesperadamente ouvir um samba sair daqueles drums.
Segundo sintoma: andar pelo canal chutando a neve "fresca" como se fosse areia na praia, curtindo o sol nas bochechas com -5ºC.
Descobri que, mesmo tentando fugir das multidões em cada carnaval, o samba, esse ritmo, corre nas minhas veias, compõe meu próprio ritmo. Que, mesmo que meus pés não saibam o que fazer, meu corpo todo vibra ao som da bateria.
Descobri que sinto falta do mar, da areia, do calor úmido e salgado da beira da praia.
Sinto falta de tomar água de coco no coco, de sucos feitos na hora, de ter frutas no quintal.
Para mim, ser brasileira significa reconhecer o som, a língua, o gosto e  a paisagem que me formam.



Carnival? What carnival?

A peça de entrada hoje, no Kodak Hall at Eastman Theatre, foi Carnival Overture Op. 92 de Antonin Dvorák.
Apesar de nunca ter ouvido falar da Eastman School of Music (University of Rochester), ela é uma das mais prestigiadas escolas de música dos EUA, tão importante quanto a Juilliard, mas não tão bem localizada (digamos assim).
E Kodak, só como curiosidade, é aquela marca de máquinas fotográficas e coisas do tipo. George Eastman é o americano que inventou o filme fotográfico, fundou a Kodak, popularizou a fotografia e construiu um "império" por aqui.
Aqui é Rochester, estado de NY, só que mais perto do Canadá do que de NYC.
Eu fui ao concerto desta noite com alguns amigos, todos ansiosos para ouvir Itzhak Perlman, consagrado violinista israelense.
Na verdade, ele tocou apenas uma das três peças que compunham o programa.
Foi impecável.
Em seguida, recebeu the Award of the Honorary Doctor of Music degree do presidente da universidade e mostrou a todos como transformar essas premiações em algo descontraído e leve. Muitas palmas para ele.
E se foi.
E nós ficamos a ouvir a Eastman Philharmonia, que é composta pelos estudantes da escola, tocar alone.
A escola merece o prestígio que têm, eles são ótimos. Incríveis!
But... sácumé?


quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

sobre Rosas









Eu colhi uma rosa rapidamente 
Com medo do Jardineiro. 

Então, ouvi sua voz suave 

"Qual o valor de uma rosa? 
Dei a você todo o jardim".

Rumi


Da Alegria e Leveza de Ser

Hare Krishna Hare Krishna
Krishna Krishna
Hare Hare
Hare Rama Hare Rama
Rama Rama
Hare Hare

Religião sempre foi chave mestra nessa minha vida.
Cresci numa família espírita. Estudei, vivi, cantei, amei espiritismo.
Mas a letra estava a sufocar a vida, a religião a sufocar a religiosidade.
A minha, só a minha.
Desfiz, desatei, corri.
Visitei, andei, saboreei. Encantei-me.
Budismos, hinduismo, catolicismo, hare krishna, sufismo...
Movimento bom porque leve.
Vida, Amor, Gratidão e Louvor em cada, em todas, em mim.
Maria aquece meu coração tanto quanto Kwan Yin, Saraswati ou Kali.
Acalento em tantas mães.
Hoje, não procuro entendimento ou razão, desisto completamente de tudo que minha mente pode formular ou abarcar.
Hoje, só o coração ardendo iluminado.
Hoje, só alegria e devoção.
http://letras.mus.br/nando-reis/96641/
Gratidão
Hare Krishna


quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Hair 4 lessons

Everything changes


Uma vez, quando era pequena, cortei um pedaço do meu cabelo. Quem nunca?
Foi preciso fazer um corte bem curtinho para consertar meu trabalho.
Desgostei tanto que não queria que ninguém visse, não queria ir pra escola (como se precisasse de mais esse motivo). 
Nem sei se meu desgosto era pelo meu novo visual ou se porque ele evidenciava meu erro, minha incapacidade (eu não sabia, não podia cortar meu próprio cabelo, tinha feito um trabalho horroroso).
Quando eu cresci um tiquinho, veio o desejo de cabelo comprido, muito comprido. 
Nunca queria ir no cabeleireiro, não acreditava quando diziam que era necessário para que continuasse a crescer forte. Que bobagem, pensava eu. Quando finalmente ia, ficava toda tensa, como se pudesse controlar o trabalho do cabeleireiro com a força do meu pensamento. "só um dedinho"... mas a sensação era sempre de que tinha sido demais.
Mas, então, Eu crescI!
Cabelo foi cortado, cresceu, cortado mais, cresceu, mais curto, cresceu.

1ª lição: sempre cresce de novo!
Mudar o comprimento já é alguma coisa, mas eu queria mais!
Queria um corte novo mesmo, pra valer. Pesquisei, analisei, escolhi, imprimi.
Resolvi mudar de profissional também. Escolhi pelo melhor método: intuição.
Passei na frente, gostei, entrei, marquei. Tensão.
Não fiquei com a cara nem com o corte que eu tinha demorado tanto para escolher.
A-do-rei!

2ª lição: escolher não adianta nada. Sem entrar no mérito da montagem das fotos em si, aquele corte serve para aquela pessoa, naquele momento e só ficou daquele jeito pelo trabalho daqueles profissionais. Tudo muito específico, não repetível.
Foi então que me "caiu uma ficha" (que coisa antiga...). A profissional, o especialista são eles, não eu.
Tudo o que eu queria quando era professora era que os pais confiassem em mim. Simplesmente porque eu tinha me preparado para isso e conhecia meu trabalho.
A pessoa com a tesoura na mão sabe o que está fazendo, tem muito mais ideia do que combina com meu rosto do que eu. Ela tem o olhar treinado para isso.

3ª lição: pode confiar
Dali para frente foi um desbunde!
Toda vez que eu sentia vontade de um novo corte, ia a um salão diferente, com quem estivesse disponível e tinha apenas uma exigência: não ficar careca. Ainda não...
Tenho feito isso por 3 anos, em qualquer cidade/país em que eu esteja.
Ontem fui cortar o cabelo mais uma vez.
E, mais uma vez, tive a sensação que a pessoa estava produzindo uma obra de arte.
Sabe aquele momento em que paramos, nos afastamos, olhamos e voltamos para mais um detalhe? É assim toda vez. E isso é muito gostoso!

4ª lição: mudar é tudo de bom
Se teve alguma vez que eu não gostei? Quando repeti o profissional e saí quase do mesmo jeito que entrei.
Se teve alguma vez que eu não me "reconheci" depois? Quase sempre!
Esse é o melhor resultado, para mim. Olhar no espelho e ver outra.

Everything changes



segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Detox

créditos? esse dente de leão está por todo canto 
Desintoxicar a vida.
Quando decidi vir pra cá, criou-se em mim uma imensa vontade de ser outra.
Poder (re)começar a (re)fazer a vida em outro lugar. Outro tempo e espaço.
E então um amiga me disse ( assim correndo, no meio do nosso primeiro almoço juntas): "também já pensei assim. Mas sabe, a gente se carrega pra onde vai".
Já faz quase um ano que me recordo (quase) diariamente dessa fala.
(incrível o poder que temos ao falar, hum?!)
Sim, sempre nos carregamos pra onde quer que vamos. Nós e nossa bagagem: indissociáveis.
Mas era isso mesmo que eu desejava, estar comigo mesma, (re)conhecer eu, eu mesma, euzinha.
E isso, para mim, era o siginificado de uma  nova vida, conseguir separar e abandonar o que não era eu.
E para isso acontecer, a Vida me colocou em outro continente, outro país, outra língua, outra paisagem, outro modo de viver.
Sem profissão, sem parentesco, sem história. A única coisa que sou aqui é "esposa dele".
 (Ego orgulhoso estrebuchando)
Reduzi minha bagagem ao mínino. Trouxe apenas 1 livro, comprado há muito e nunca lido, Pedagogia Profana, J. Larrosa. Leio com carinho, sem desperdício, só quando dá vontade. Estou na metade.
Esvazie-me.
Desfiz-me de todos os papéis cotidianos.
Abri mão de ter coisas e de ser personagens.
Aquietei
Confiei
Ouvi
Morte. Porque o fim é necessário.
VIDA. Porque o vazio é germinativo.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Como Fazer Pão

Ontem, tentei, pela primeira vez, fazer pão "sozinha".
Ot ficou do meu lado me dizendo exatamente o que fazer e quando, mas fui eu quem fez dessa vez.
Pão de azeite para acompanhar uma delícia de salada no jantar.
Optamos, cada vez mais, por sermos mais produtores que consumidores.
Aqui em casa, o padeiro oficial é ele. Pães de sourdough.

sourdough bread, our favorite
 

O melhor de produzir nosso alimento é a infindável possibilidade de criação.
Centeio, linhaça, aveia, integral sempre, cranberries, nozes, amêndoas, coco, fubá, cenoura, beterraba, batata, batata doce, tudo pode ser combinado!
Ontem, colocamos meio cup de farinha branca e farinha de linhaça, aveia, centeio e farinha integral até completar um cup. Meio cup entre água morna e azeite, fermento normal, um ovo e temperos moídos... sal marinho, fenogrego, coentro, cúrcuma, gengibre.
É importante não ser ansiosa demais e colocar tudo o que tem no armário, exageros não são bem-vindos.
Mas coragem para experimentar e confiança na intuição são ingredientes indispensáveis.
As receitas são excelentes pontos de partida e nos oferecem o conhecimento básico da química necessária para produzir pão ou bolo, waffle ou torta, pasta ou pizza.
Mas são apenas isso, pontos de partida, porque o resultado final sempre tem "a cara" de quem faz.
Sempre imprimimos nossa substância no que fazemos.
Quem faz Tildas sabe que cada boneca fica com o jeito de quem a produziu, mesmo que todo mundo tenha seguido a mesma "receita", usado o mesmo molde.
Podemos, no Brasil, pedir "pão francês" em qualquer padaria e vamos reconhecê-los como pães franceses. Mas em cada padaria o pão francês tem gosto e textura diferentes.
Parece-me que isso é verdadeiro para qualquer coisa que façamos, tudo fica impregnado de nós.
E como isso é bom!
Que delícia poder ver, tocar, experenciar o outro por meio de suas criações.
Como é lindo de (vi)ver diversidade!
Que bom reconhecer em cada ser uma potência criadora, apreciar e valorá-lo.
Dharma comum a todo ser humano: produzir cultura.



domingo, 26 de janeiro de 2014

The Winter - Beyond the Red Nose

Meu nariz está sempre vermelho, my toes and fingers always frozen...
Mesmo quando resolvo colocar 3 meias e bota ou 2 luvas, ainda assim meus dedos congelam.
Esse é meu primeiro inverno pra valer, uma estação (longa) que realmente muda os hábitos de todo mundo.
É a primeira vez que sinto o gosto da neve, que faço um snowman e que fico inside por quase o dia todo.
our "snow Shiva", brincar é bom, deixa a vida leve... bem leve...
Não existe andar descalça, pisar na grama ou sentir o sol queimar a minha pele. Nada disso é possível nessa estação.
Havaianas é uma insistência boba dentro de casa e com meia.... "the best flip-flop in the world"...
Buscar correspondência, jogar o lixo ou entregar pão feito em casa para o vizinho exige colocar (mais uma) calça, bota, cachecol, casaco, gorro e luva e... ufa... poder abrir as portas.
É assim todo dia, por isso, tem dias em que a  permanência outside é 0, zero, nenhum minuto. Principalmente se não estamos esperando nenhuma compra online chegar.
Ainda estamos em janeiro e já tivemos ice storm, polar vortex, snow storm, lake effect, as temperaturas mais baixas em décadas e, bem... todo tipo de nomes inventados para precipitações congeladas.
Mas esse inverno me fez entender o que é, ou melhor, o que representa um inverno.
Inverno não é comer fondue, tomar chocolate quente ou acender fogueira (aliás, bonfire aqui é no verão!).
Não, inverno é sobre estar inside.
Quase (mas quase quase mesmo) o tempo todo dentro.
Não só dentro de casa ou do carro ou da universidade ou do restaurante.... é ficar dentro de si mesmo.
É sobre deixar cair todas as folhas, deixar ir tudo o que for possível, descartar tudo o que não é essencial, tudo o que cresceu "para fora" durante a primavera e o verão e voltar-se para dentro.
É produzir seu próprio calor, é  movimentar energias internas.
O que fica parado, congela e morre. O inverno traz a necessidade de um grande movimento!
O movimento não pára, ele apenas está escondido, está preparando um novo nascimento.
Depois de tanto sentir falta do sol, eu o encontrei dentro de mim.


terça-feira, 21 de janeiro de 2014

After a year

More than a year without writing, no excuses.


Há exatamente 1 ano atrás, estávamos nós buscando passaporte em Jundiaí e comprando alianças de casamento em Campinas.
Ufa!
Dias depois de receber a confirmação da bolsa de doutorado sanduíche pela CAPES, resolvemos que eu viria junto com ele e que nos casaríamos antes.
Tínhamos 3 meses para fazer passaporte, pedir vistos americanos, nos casar, alugar nossa casa para alguém beeem bacana e convencer alguém mais bacana ainda que nossos 3 queridos filhos gatos seriam uma excelente companhia durante 1 ano.
Cada coisa na sua ordem... primeiro os passaportes, depois o casamento porque assim eu não teria que explicar por que não tenho o nome dele. E só depois os vistos, porque nos parecia mais fácil como casados.
Por isso, planejamos um casamento com a nossa assinatura em 1 mês.
Pouco mais de 30 pessoas, nossa casa, almoço, piano e saxofone, lembrancinhas feitas por nós mesmos.
Contando com profissionais maravilhosos, tudo dá certo.
A costureira fez meu vestido por 3 vezes, ficou ótimo. Mesmo assim, aluguei outro.
Buffet Baracat.... impecável, simplesmente impecável, delicioso, bonito e alegre.
Decoradora Fabiana Ribeiro, excelente trabalho, delicadeza e bom gosto.
Rick Cordeiro, cabelo e maquiagem de noiva e madrinha em 2 horas e meia, não conheço ninguém melhor que ele.
No facebook tem um monte de fotos e os contatos das pessoas, mas precisa me adicionar (gerusa vanin).
Foi um dia incrível, ainda gosto de lembrar e ver as fotos tiradas por nossa família.
Com direito a cantoria para troca de alianças! Quase sem Querer, Renato Russo.
Receber as pessoas com o que temos de melhor, nosso coração aberto, nossa casa, nossa vida.

Agradecer sempre!