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Nascimentos

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É um ano de grandes nascimentos, ela disse. Nascer autista. Nascer mãe. Nenhum dos dois eu sei fazer. Ninguém nasce sabendo, não é? Nascer exige parto, um grande aprendizado. Também uma grande dor. Viver exige aprendizado constante. Viva

O que faz sentido

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2 aninhos, "vamo embola, vamo?" Chora ele. Choro eu. Abrigo. Sentido E deu sentido para minha vida. O amor. um grande amor

A 2024, com carinho

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 2024, um sinal no dia 1o de janeiro, uma ferida na cabeça da Docinho, daria o tom do ano todo. Você não foi fácil e eu não soube olhá-lo nos olhos a maior parte do tempo. Estive no modo sobrevivência, esperando a emergência passar para poder olhar direito, viver de verdade. E, quando me dei conta, era dezembro e já era hora de me despedir novamente. Chorei em todas as brechas, mas foi menos do que eu precisava. Agora, meu desejo era passar um pouco mais de tempo com você, 2024, quero viver as despedidas profundamente, quero chorar livremente, quero sentir medo e mesmo assim ir em frente. 2024, com cada dor, cada despedida, você trouxe à tona o grande amor que existe em mim. E é por isso que olho-te bem nos olhos e agradeço, com muito carinho. Que eu seja a pessoa que forjastes. Namaskaram

LUTOS

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Quão importante é viver completamente cada luto. Há tantos em cada vida. Parece que a vida fica em cacos. Mas, não. Do pleno, só vem o pleno. Tirando o pleno do pleno, resta o pleno. Quando o amor é pleno, não ficam pedaços, não fica em pedaços. Tudo fica inteiro! Às vezes choro, às vezes rio, às vezes desmorono, às vezes explodo. Sem medo da plenitude da vida. É o amor que move o viver e morrer. Não precisa explicar, apenas bem viver cada um dos lutos. OM

que fazer quando tudo sai errado

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 Deixar que os cacos virem adubo. Esperar, regar, cuidar. Amar Sempre e sempre

2020 e os ritos de passagem

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 2020 foi um ano que não passou. Não passou na minha mente, não teve registro, carente de ritos de passagem. Hoje, dia 20 de dezembro, me dou conta, finalmente, em lágrimas e soluços, que dezembro chegou. Eu tenho agenda, diário, trabalhei todos dias, marquei cada um deles, mas foi só o intelecto que viu a passagem do tempo. Não comemorei aniversários, nem festas, nem férias, nem feriados.  Me dou conta agora que não sei diferenciar março de julho de agosto de novembro, de nada. Parece que tudo aconteceu num segundo. Um tempo indiferenciável, como num sonho, não sei dizer quanto tempo passou. O tempo é o intervalo entre dois acontecimentos, uma medida. Assim como o espaço, uma medida entre duas coisas. Sem ter essas coisas, os ritos de passagem, não medi o tempo. Estava, até agora, simplesmente esperando chegar o Natal para poder estar com minha família e aí, sim, comemorar e marcar o fim do ano de 2020. Mas não haverá esse Natal esperado ( https://arranhoes.blogspot.com/2014/...

Crescendo

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Urgente crescer, tomar distância, abrir espaço e crescer. O blog muda de cara enquanto eu envelheço. Era assim, Lola bebê, espiando o mundo lá fora, composição de muitas cores e texturas, uma vida a explorar. Agora, o mar... o ir e vir das ondas, nascendo e morrendo a calmaria... inspirar e expirar, esperar ... Agora o céu.... o vai e vem do sol, da luz, do frescor, do novo. Às vezes quero voltar ao antigo e reconheço que já não é possível. Uma saudade do que foi vivido, uma vontade do que poderia ser vivido. O tempo é rigidez, não espera, não volta, não abre exceção. Ainda quero ser pequenina e olhar pela janela, brincar com essa Lola criança. Atualizo essa postagem em 2026.