quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Como Fazer Pão

Ontem, tentei, pela primeira vez, fazer pão "sozinha".
Ot ficou do meu lado me dizendo exatamente o que fazer e quando, mas fui eu quem fez dessa vez.
Pão de azeite para acompanhar uma delícia de salada no jantar.
Optamos, cada vez mais, por sermos mais produtores que consumidores.
Aqui em casa, o padeiro oficial é ele. Pães de sourdough.

sourdough bread, our favorite
 

O melhor de produzir nosso alimento é a infindável possibilidade de criação.
Centeio, linhaça, aveia, integral sempre, cranberries, nozes, amêndoas, coco, fubá, cenoura, beterraba, batata, batata doce, tudo pode ser combinado!
Ontem, colocamos meio cup de farinha branca e farinha de linhaça, aveia, centeio e farinha integral até completar um cup. Meio cup entre água morna e azeite, fermento normal, um ovo e temperos moídos... sal marinho, fenogrego, coentro, cúrcuma, gengibre.
É importante não ser ansiosa demais e colocar tudo o que tem no armário, exageros não são bem-vindos.
Mas coragem para experimentar e confiança na intuição são ingredientes indispensáveis.
As receitas são excelentes pontos de partida e nos oferecem o conhecimento básico da química necessária para produzir pão ou bolo, waffle ou torta, pasta ou pizza.
Mas são apenas isso, pontos de partida, porque o resultado final sempre tem "a cara" de quem faz.
Sempre imprimimos nossa substância no que fazemos.
Quem faz Tildas sabe que cada boneca fica com o jeito de quem a produziu, mesmo que todo mundo tenha seguido a mesma "receita", usado o mesmo molde.
Podemos, no Brasil, pedir "pão francês" em qualquer padaria e vamos reconhecê-los como pães franceses. Mas em cada padaria o pão francês tem gosto e textura diferentes.
Parece-me que isso é verdadeiro para qualquer coisa que façamos, tudo fica impregnado de nós.
E como isso é bom!
Que delícia poder ver, tocar, experenciar o outro por meio de suas criações.
Como é lindo de (vi)ver diversidade!
Que bom reconhecer em cada ser uma potência criadora, apreciar e valorá-lo.
Dharma comum a todo ser humano: produzir cultura.



domingo, 26 de janeiro de 2014

The Winter - Beyond the Red Nose

Meu nariz está sempre vermelho, my toes and fingers always frozen...
Mesmo quando resolvo colocar 3 meias e bota ou 2 luvas, ainda assim meus dedos congelam.
Esse é meu primeiro inverno pra valer, uma estação (longa) que realmente muda os hábitos de todo mundo.
É a primeira vez que sinto o gosto da neve, que faço um snowman e que fico inside por quase o dia todo.
our "snow Shiva", brincar é bom, deixa a vida leve... bem leve...
Não existe andar descalça, pisar na grama ou sentir o sol queimar a minha pele. Nada disso é possível nessa estação.
Havaianas é uma insistência boba dentro de casa e com meia.... "the best flip-flop in the world"...
Buscar correspondência, jogar o lixo ou entregar pão feito em casa para o vizinho exige colocar (mais uma) calça, bota, cachecol, casaco, gorro e luva e... ufa... poder abrir as portas.
É assim todo dia, por isso, tem dias em que a  permanência outside é 0, zero, nenhum minuto. Principalmente se não estamos esperando nenhuma compra online chegar.
Ainda estamos em janeiro e já tivemos ice storm, polar vortex, snow storm, lake effect, as temperaturas mais baixas em décadas e, bem... todo tipo de nomes inventados para precipitações congeladas.
Mas esse inverno me fez entender o que é, ou melhor, o que representa um inverno.
Inverno não é comer fondue, tomar chocolate quente ou acender fogueira (aliás, bonfire aqui é no verão!).
Não, inverno é sobre estar inside.
Quase (mas quase quase mesmo) o tempo todo dentro.
Não só dentro de casa ou do carro ou da universidade ou do restaurante.... é ficar dentro de si mesmo.
É sobre deixar cair todas as folhas, deixar ir tudo o que for possível, descartar tudo o que não é essencial, tudo o que cresceu "para fora" durante a primavera e o verão e voltar-se para dentro.
É produzir seu próprio calor, é  movimentar energias internas.
O que fica parado, congela e morre. O inverno traz a necessidade de um grande movimento!
O movimento não pára, ele apenas está escondido, está preparando um novo nascimento.
Depois de tanto sentir falta do sol, eu o encontrei dentro de mim.


terça-feira, 21 de janeiro de 2014

After a year

More than a year without writing, no excuses.


Há exatamente 1 ano atrás, estávamos nós buscando passaporte em Jundiaí e comprando alianças de casamento em Campinas.
Ufa!
Dias depois de receber a confirmação da bolsa de doutorado sanduíche pela CAPES, resolvemos que eu viria junto com ele e que nos casaríamos antes.
Tínhamos 3 meses para fazer passaporte, pedir vistos americanos, nos casar, alugar nossa casa para alguém beeem bacana e convencer alguém mais bacana ainda que nossos 3 queridos filhos gatos seriam uma excelente companhia durante 1 ano.
Cada coisa na sua ordem... primeiro os passaportes, depois o casamento porque assim eu não teria que explicar por que não tenho o nome dele. E só depois os vistos, porque nos parecia mais fácil como casados.
Por isso, planejamos um casamento com a nossa assinatura em 1 mês.
Pouco mais de 30 pessoas, nossa casa, almoço, piano e saxofone, lembrancinhas feitas por nós mesmos.
Contando com profissionais maravilhosos, tudo dá certo.
A costureira fez meu vestido por 3 vezes, ficou ótimo. Mesmo assim, aluguei outro.
Buffet Baracat.... impecável, simplesmente impecável, delicioso, bonito e alegre.
Decoradora Fabiana Ribeiro, excelente trabalho, delicadeza e bom gosto.
Rick Cordeiro, cabelo e maquiagem de noiva e madrinha em 2 horas e meia, não conheço ninguém melhor que ele.
No facebook tem um monte de fotos e os contatos das pessoas, mas precisa me adicionar (gerusa vanin).
Foi um dia incrível, ainda gosto de lembrar e ver as fotos tiradas por nossa família.
Com direito a cantoria para troca de alianças! Quase sem Querer, Renato Russo.
Receber as pessoas com o que temos de melhor, nosso coração aberto, nossa casa, nossa vida.

Agradecer sempre!