quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Hair 4 lessons

Everything changes


Uma vez, quando era pequena, cortei um pedaço do meu cabelo. Quem nunca?
Foi preciso fazer um corte bem curtinho para consertar meu trabalho.
Desgostei tanto que não queria que ninguém visse, não queria ir pra escola (como se precisasse de mais esse motivo). 
Nem sei se meu desgosto era pelo meu novo visual ou se porque ele evidenciava meu erro, minha incapacidade (eu não sabia, não podia cortar meu próprio cabelo, tinha feito um trabalho horroroso).
Quando eu cresci um tiquinho, veio o desejo de cabelo comprido, muito comprido. 
Nunca queria ir no cabeleireiro, não acreditava quando diziam que era necessário para que continuasse a crescer forte. Que bobagem, pensava eu. Quando finalmente ia, ficava toda tensa, como se pudesse controlar o trabalho do cabeleireiro com a força do meu pensamento. "só um dedinho"... mas a sensação era sempre de que tinha sido demais.
Mas, então, Eu crescI!
Cabelo foi cortado, cresceu, cortado mais, cresceu, mais curto, cresceu.

1ª lição: sempre cresce de novo!
Mudar o comprimento já é alguma coisa, mas eu queria mais!
Queria um corte novo mesmo, pra valer. Pesquisei, analisei, escolhi, imprimi.
Resolvi mudar de profissional também. Escolhi pelo melhor método: intuição.
Passei na frente, gostei, entrei, marquei. Tensão.
Não fiquei com a cara nem com o corte que eu tinha demorado tanto para escolher.
A-do-rei!

2ª lição: escolher não adianta nada. Sem entrar no mérito da montagem das fotos em si, aquele corte serve para aquela pessoa, naquele momento e só ficou daquele jeito pelo trabalho daqueles profissionais. Tudo muito específico, não repetível.
Foi então que me "caiu uma ficha" (que coisa antiga...). A profissional, o especialista são eles, não eu.
Tudo o que eu queria quando era professora era que os pais confiassem em mim. Simplesmente porque eu tinha me preparado para isso e conhecia meu trabalho.
A pessoa com a tesoura na mão sabe o que está fazendo, tem muito mais ideia do que combina com meu rosto do que eu. Ela tem o olhar treinado para isso.

3ª lição: pode confiar
Dali para frente foi um desbunde!
Toda vez que eu sentia vontade de um novo corte, ia a um salão diferente, com quem estivesse disponível e tinha apenas uma exigência: não ficar careca. Ainda não...
Tenho feito isso por 3 anos, em qualquer cidade/país em que eu esteja.
Ontem fui cortar o cabelo mais uma vez.
E, mais uma vez, tive a sensação que a pessoa estava produzindo uma obra de arte.
Sabe aquele momento em que paramos, nos afastamos, olhamos e voltamos para mais um detalhe? É assim toda vez. E isso é muito gostoso!

4ª lição: mudar é tudo de bom
Se teve alguma vez que eu não gostei? Quando repeti o profissional e saí quase do mesmo jeito que entrei.
Se teve alguma vez que eu não me "reconheci" depois? Quase sempre!
Esse é o melhor resultado, para mim. Olhar no espelho e ver outra.

Everything changes



3 comentários:

  1. E eu sempre amei cortar o cabelo, assim como sempre amei ir à escola (nunca foi uma obrigação!).
    Foto perfeita, Gê, num dos lugares mais perfeitos...Saudades.

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  2. cortar os cabelos...acredito que é apenas um ensaio para abrirmos a mente para cortes maiores.
    Beijos
    Abigail

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